Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Just Ride

"Even if I lose this feeling, I’m sure that I’ll just fall in love with you all over again." - Syaoran Li, Card Captor Sakura

Just Ride

"Even if I lose this feeling, I’m sure that I’ll just fall in love with you all over again." - Syaoran Li, Card Captor Sakura

14
Jan14

Nunca Desistas do Amor (Shot)

Pipa

Bom desculpem o atraso, aqui vai como vos disse que prometi desculpem ser um pouco tarde porque tive na escola devido a uma coisa de português (que sinceramente, espero não ser colocada para representar a minha escola)

Bom aqui vai, espero que gostem!

 

Nunca desistas do Amor

#1

A mãe estava na cozinha, a preparar o pequeno-almoço perfeito para aquele dia. A rapariga não se assusta por pouco quando sentiu um beijo causal do seu filho.

Ao apagar o lume, a progenitora virou-se e abraçou o filho com um dos seus maiores sorrisos. Sorrisos de orgulho com amor de mãe à mistura.

Era um dia especial naquela família, o Luke completava os seus 18 anos de idade, naquele dia e como tal a mãe havia-lhe preparado um pequeno-almoço especial, com direito a panquecas com aroma a baunilha como ele gostava, havia derretido chocolate para o mesmo comer com as panquecas e Blair espremeu algumas Laranjas para fazer o somo de Laranja natural.

Enquanto o filho roubava casualmente, com o dedo chocolate derretido, a mãe colocou as coisas em cima da mesa, deixando o seu filho comer. Blair deixou-se estar em pé enquanto esperava que as suas torradas estivessem prontas. Enquanto esperava, a mais velha apenas conseguia olhar para o seu rebento, estava contente e orgulhosa de tudo.

Haviam sido fortes, era a verdade. A vida dos dois havia sido bastante difícil na realidade. A vida dela com os seus pais não havia sido fácil, para além de acabar por ser agredida por parte do seu pai. Havia engravidado aos 25 anos e mesmo sendo uma idade normal para se começar a construir família, Blair não estava preparada mentalmente para tal, principalmente depois dos seus pais terem descoberto, colocando Blair em tribunal por ser vítima de violência doméstica, assim como o seu filho, por parte do seu marido.

Blair ao recordar as memórias, suspirou fechando os olhos. Afinal aquele dia poderia ser apenas comemorado por ela e por Luke e mais os seus amigos, devido aos seus pais, o seu marido havia-se refugiado na casa do irmão gémeo para não acabar ferido ou pior. Blair não conseguia parar de pensar que o facto de não estarem juntos era culpa dela, afinal fora ela que colocara o rapaz que amava dentro da história.

-Mãe? – Luke chamou Blair, fazendo-a voltar à terra. Retirou as torradas e colocou a sua caneca que continha café com leite, e o seu prato com as quatro torradas em cima da mesa da cozinha. Olhando finalmente para o seu filho.

-O que se passa Luke? Não estão boas as panquecas? – O mesmo comeu mais um pedaço, dizendo logo que estavam óptimas, acabando por sorri para a sua mãe. – Então o que é que se passa?

-O pai vem este ano? – Blair suspirou e olhou para o seu café com leite, sem saber o que responder ao seu filho. – É que… tenho saudades dele.

Blair, como reflexo olhou para a sua aliança que habitava no seu dedo anelar esquerdo. Não era só o seu filho que sentia saudades dele, ela morria de saudades do seu marido. Sentia saudades das carícias que o seu marido lhe fazia para adormecer, sentia saudades de ver o pai babado que ele era quando Luke era criança e acordava durante a noite, e o mesmo levava o filho pequeno para a cama do casal.

-Eu tenho esperanças que ele venha filho, eu morro de saudades do teu pai. – Ao suspirar olhou paras as horas, estava a ficar apertado. Luke tinha de ir para a escola, era o seu último ano, o último ano e depois o seu filho iria dar o seu grande passo para a faculdade.

Blair acabou por levar o seu filho à escola dando-lhe igualmente os seus presentes de aniversário. O novo álbum dos Thirty Seconds to Mars, e o certificado de que Luke estava inscrito para as aulas para retirar a sua carta de condução.

Após Luke dar o seu abraço a Blair seguiu caminho para as suas aulas. A mais velha seguiu por fim o caminho para casa, afinal havia retirado o dia para ficar a arrumar as coisas em casa e poder dar um grande dia ao seu filho, Blair não queria passar o dia do seu filho a trabalhar com os seus parceiros na polícia.

Ao dar a curva para entrar na rua onde se encontrava a sua casa, Blair encontrou um carro fora do normal. Um antigo carro vermelho cuja matricula era pouco nítida. – Se estivesse de serviço este carro, já estaria rebocado. – Blair murmurou enquanto dava a curva para ir para a porta da sua casa. Blair estacou quando viu os dois sujeitos, que ela tinha de os denominar por pais. – O que estão aqui a fazer? - Estavam os dois em frente à sua porta, nunca pensou que isso pudesse acontecer. Ao questionar o casal, ambos olharam para trás, olhando para a filha.

Nunca se haviam dado bem, devido aos acontecimentos anteriores com nos seus progenitores. O casal avançou lentamente para a mesma, acabando por desistir quando Blair recuou um passo.

Blair estava com demasiadas ideias na cabeça, queria saber o que seus pais queriam fazer com aquela visita. Estava nervosa. – Olá Blair. Há tanto tempo… - Recuou mais um passo criando um novo espaço entre ela e os pais. – Queremos falar com o Tom.

Blair mexeu no seu anel, como reflexo ao falarem do seu marido. Suspirou. – O Tom não está em casa, teve uns assuntos a tratar. – Respondeu notando-se o nervosismo na sua voz, e temeu por isso. Mas estava surpreendida, Tom havia conseguido com que os pais dela, não lhe descobrissem.

Após a resposta, Blair ouviu algo vindo da sua mãe e rapidamente viu o seu pai a esticar a sua mão e a embater no rosto da progenitora, as agressões tornaram-se ainda piores, e a mesma não poderia ficar quieta a olhar, sendo ela uma agente policial. Pegou nas suas algemas que continha no seu bolso das calças e agarrou no pai imobilizando-o. – O que é que pensas que estás a fazer?

Blair imobilizou-o quando o homem tentou libertar-se e finalmente colocou-o contra a parede. – Estás detido por violência doméstica, qualquer coisa que digas só vai piorar o teu caso. – Blair suspirou e rapidamente prendeu com as algemas a sua mãe acabando por repetir o mesmo processo. – Estás detida por cumplicidade de tentativa de homicídio do meu marido.

Sem ter tempo para mais nada, entrou de novo dentro do seu carro e seguiu até à esquadra deixando o casal dentro do edifício, entregando ao seu parceiro, finalmente Blair sorriu para o seu chefe. – Vai-te lá embora… telefona ao Tom e celebra com o teu filho. – Ele disse, Blair sorriu e saiu da esquadra metendo-se no carro. O chegar a casa e a estacionar o carro, Blair olhou para o espelho, vendo os seus olhos… ela iria ser feliz.

Pegou no telemóvel e digitou rapidamente o número de Tom querendo contar as novidades. De que poderiam finalmente ter o seu “E Viveram Felizes Para Sempre”. A Chamada fora logo atendida. – Blair passa-se alguma coisa? – A voz do rapaz era de preocupação com uma pitada de sensualidade e várias porções de amor. Blair derreteu ao ouvir a voz do amado. – Aconteceu alguma coisa com o Luke? - A rapariga não teve como esconder o seu sorriso quando viu a preocupação paternal que Tom havia encarnado, o rapaz era realmente um óptimo pai. Saiu do seu carro e entrou dentro de casa, e finalmente sentou-se no sofá. – Blair, por favor fala que eu estou a ficar muito preocupado.

Blair riu-se compreendendo que havia começado a navegar nas memórias de como havia conhecido o marido do mesmo, de como tudo havia começado, das brincadeiras que haviam feito, do pedido de namoro, na altura de Blair dar à luz a Luke… - Desculpa, estava aqui a vaguear. – Tom suspirou aliviado pela mesma ter falado com ele fazendo a rapariga rir. – Vem para casa Tom, acabou tudo. Finalmente tive provas para prender os meus pais. – Transparecendo a alegria Blair sorriu perante a manifestação do rapaz.

#2

-Vem para casa Tom, acabou tudo. Finalmente tive provas para prender os meus pais. – Tom não conseguiu dizer nada, e perante tal Blair riu-se do mesmo compreendendo que iriam ficar juntos. O rapaz havia partido durante dois anos, morria de saudades da mulher que amava e do filho que tinham em comum.

Tom apenas conseguiu dizer uma palavra, desligando o telemóvel logo a seguir, sentando-se ao lado do irmão e dos seus melhores amigos, ambos estavam preocupados com o que se havia passado, Tom estava demasiado calado. – O que é que se passa? – Bill perguntou, preocupado com a reacção do irmão.

-Vou ter o meu “E Viveram Felizes para sempre”, Bill. Já estou feliz. – Bill sorriu contente pelo irmão, após este contar o que Blair havia feito. O gémeo mais novo levantou-se com a sua filha ao colo, entretida a brincar com a sua boneca e abraçou o irmão, que logo fez uma festa no cabelo da sobrinha. – Eu tenho que ir, hoje o Luke faz anos. Devo chegar lá dentro de uma hora.

Assentiram e Bill acabou por chamar a sua esposa e foram todos arrumar as coisas preparados para a festa do filho de Tom. Entraram dentro do carro e Tom apenas arrancou quando Bill conseguiu colocar a sua filha na cadeira, devido a ela ser demasiado irrequieta.

1 hora passou e Tom não descansou até entrar dentro da rua onde estava a sua casa, a sua amada e o seu filho. Ao chegar ao seu destino, o mesmo reparou que o carro da mesma estava ali mesmo, o mesmo carro que os dois haviam comprado quando o filho de ambos apenas continha os seus 12 anos de idade.

Utilizando a chave que tinha, entrou dentro de casa, com medo que a fechadura fosse diferente. Compreendendo que havia conseguido abrir a porta, o rapaz entrou seu fazer barulho.

Sentiu o cheiro a comida a ser feita e sentiu-se de novo em casa, em como Blair era dotada em fazer tudo para a festa do seu filho. Sem fazer qualquer ruído, Tom entrou dentro da cozinha ficando ao pé da porta, olhando para a sua esposa, estava a colocar o bolo de chocolate em cima da mesa, já aberta, ao lado dos folhados de salsicha.

Sentiu-se ainda mais apaixonado quando a viu, estava lida. Envergava a blusa que o rapaz lhe havia oferecido quando ela completou o seu 26º aniversário, era uma blusa roxa, combinando com umas simples calças de ganga e os seus botins pretos.

Enquanto roubava um pouco de chocolate do que havia restado do bolo, Tom riu chamando a atenção da sua mulher. A rapariga sorriu para ele, e rapidamente lançou-se ao seu marido, completamente rendida ao amor.

Após 2 anos separados, aquele abraço demonstrou todo o amor que nutriam um pelo outro, Tom tinha saudades dessa emoção. – Amo-te. – Tom disse, contente. O abraço foi de novo fortalecido após tais palavras, Tom sentia saudades de como Blair encaixava a sua cabeça na curva do seu pescoço. – O Luke?

Tom após fazer a pergunta, Blair desfez o abraço e cumprimentou os outros presentes e finalmente voltou-se para ele. – Ele foi para a escola. Não deve demorar muito, deve vir com a Megan e com o Ryan. – Tom estava ansioso para ver a namorada do seu filho, pois o melhor amigo, era desde infância e ainda se lembrava das brincadeiras que havia feito com o seu filho e com amigo deste.

Ao lembrar-se das brincadeiras, lembrou-se no tempo que estivera com o seu filho, das saudades que tinha de o ver, das saudades dos abraços apertados quando um deles chegava primeiro a casa, tinha saudades de ajudar-lhe quando ele necessitava de algo, como era costume quando o tema era o sexo feminino.

Lembrou-se então dos momentos em que passou com Blair antes dela dar à luz a Luke, o primeiro pontapé, era tudo importante e Tom havia gostado da experiência.

Após algum tempo, ajudaram a colocar as coisas todas na mesa, e Blair manteve a par tudo o que não havia contado a Tom devido ao trabalho de ambos não o permitir estar sempre a telefonar. Tom estava triste por ter abandonado a sua família durante dois anos, mas sabia que iria voltar para eles, mais cedo ou mais tarde. – Sabes, foram dois anos difíceis para mim e para o Luke, mas sabe que tu irias voltar para nós e que iríamos ficar bem, deu-nos forças, para continuar a lutar.

Ouvindo tais palavras, Tom apenas a beijou.

#3

O aniversariante saiu de casa logo após uma aula de tarde, iria para casa acompanhado por Megan e por Ryan. O rapaz queria que o seu dia de aniversário fosse perfeito. As prendas que havia recebido contava como uma das grandes parte do aniversário, mas Luke queria apenas uma prenda… queria que o seu pai esteve ao seu lado.

Sabia que a saudade que sentia do seu pai não iria ser igual à saudade que a sua mãe sentia por pelo seu pai, pois quando ficava horas a fio em dias frágeis, Luke ainda ouvia o choro da sua mãe, com saudades do pai do Luke. Sentia falta do seu pai, sentia falta dos seus momentos entre ai e filho. Sentia falta de tudo.

Luke enquanto andava recordava os bons momentos que havia passado com o seu pai, a primeira vez que havia provado um cigarro, havia sido com o seu pai, havia acendido o cigarro que o pai lhe havia dado e perante a confiança que ambos.

-Estás bem Luke? – Perguntou Ryan, fazendo Luke regressar à terra. Caminharam os três para a casa do mesmo, iria ser um grande dia pelo menos. Luke iria tentar ao máximo divertir-se e aproveitar o tempo com os seus amigos.

No dia seguinte iria ser o último dia de aulas, seria um grande dia logo depois do seu aniversário, a sua formação. Ele estava demasiado contente.

Ao chegar à frente da sua casa, Luke reparou nos vários carros estacionados, não entendendo nada do que se estava a passar dentro da sua casa. Suspirando, podendo ser apenas amigas do trabalho da sua mãe entrou dentro de casa com os amigos e Luke viu-o.

Ele estava lá, abraçado à sua mãe enquanto falava com a sua família, enquanto o seu tio, irmão gémeo do seu pai cuidava da sua filha que estava demasiado ocupada a brincar com as suas bonecas que havia feito questão de as trazer. – Pai! – O seu presente estava lá, estava ali mesmo a sorrir contente por estar ao lado de todos. Abraçou o progenitor com força, e a mãe do mesmo não se conteve em emocionar-se com tal encontro.

Luke estava com saudades da protecção paternal e do papel de pai que ele tinha para si. Sorrindo, compreendo que ele estava lá consigo, e que estava tudo bem…

O mais novo não compreendeu nada do que se havia passado para o seu pai estar lá, ao que Blair contou-lhe o que lhe havia passado para tudo estar bem, o mesmo estava demasiado contente para ser verdade. – Então filho, quem é esta bela jovem? – O seu pai perguntou, Luke abraçou Megan que sorriu calmamente para o seu pai.

-Pai, é a Megan a mulher da minha vida, a rapariga que eu te falei. – Luke disse sorrindo completamente orgulhoso de dizer tal para o seu pai. – Megan é o meu pai, Tom Kaulitz um dos meus melhores amigos.

Megan abraçou o pai dele, contente por ele estar de volta e finalmente voltou a abraçar Luke. Ryan entrou para dentro da cozinha e abraçou Tom começando a brincar e rapidamente, foi um dia bem passado.

O final do dia, foi celebrado com champagne como todos gostavam dando um pequeno sumo à pequena de Bill e da sua esposa que queria experimentar as coisas para grandes. Luke olhou para Megan que brindou com ele sorrindo para ele com os seus olhos puros, e tal acontecia com os seus pais.

Eles havia superado os obstáculos e nunca desistido de que conseguiam lutar pela sua história de amor.

FIM

 

9 comentários

Comentar post

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D